terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Explosão interior




Ronda-me as noites
E as madrugadas tristes
Onde um dia espalhei pétalas
Perfumadas em versos

Em silêncio as lágrimas descem
Rolam a face caindo, como contas de pérolas
Onde chora a poesia
E o poeta muito mais

Suas lembranças inundam por toda a parte
Entre o sono perdido e os sonhos da vida
Vazia de encantos, até a boca de solidão

Digo adeus, só quero
Dormir, dormir para nunca mais acordar.




Kátia Pérola

Coração _ (Menssagem aos amigos (as)




Um dia dentro... Dentro de minha solidão, te conheci. E bom amigos desde então ficamos aprendi a te amar e respeitar e quero não só no ano de 2010, mais por muitos... Longos anos... Espero contar com você... Com sua amizade, seu carinho e seu amor de amigo. Porque não sou única e você não é único e todos nós precisamos de alguém. As luzes estão brilhando, a um paraíso acima de mim e acima de você, E NATAL PARA MIM FOI ONTEM, É O HOJE, O AMANHÃ E CADA DIA DE VIDA QUE COMPARTILHO COM VOCÊ! SOU APENAS UMA PÉROLA COM FRÁGIL CORAÇÃO DE CRISTAL QUE NÃO SABE TE ESQUECER, QUE AMA AMAR VOCÊ!
QUE O SEU NATAL SEJA ILUMINADO DE PAZ, AMOR, ALEGRIA E UMA GRANDE ESPERANÇA NUM MUNDO MELHOR! E QUE NOSSA AMIZADE SEJA SEMPRE UM PRESENTE, ABENÇOADA POR DEUS!
Beijos perfumados de almíscar... Uma bela noite de luar... Bons sonhos... Um radiante amanhecer. Uma semana maravilhosa abençoada e produtiva com sua família, seus amigos ao amor de sua vida.

Eneqeav.




Kátia Pérola

Amizade _1 (Amigos (as)


A amizade é como o doce aroma das flores,

perfuma a alma e encanta o coração...


Ah!... Como eu gostaria de dizer a você, amados amigos várias coisas!...

No entanto, sei que mil palavras ou frases jamais alcançariam o grande carinho e amor que tenho por você!...

Que o Senhor seja sempre bálsamo que alimenta e sustenta a todos, e que sua semana seja repleta de muita paz e grandes realizações...


Beijos perfumados de almíscar e um abraço, com ternura.


Kátia Pérola

Pensamento _1



As coisas que amei e as coisas que perdi
As coisas que considerei sagradas, e que deixei cair
Eu não vou mais mentir, você pode apostar
Eu não quero aprender “o que terei que esquecer.”



Kátia pérola

Alma vazia


Noites frias noites vazias
Minha alma não lembra mais
Por onde se perdeu
No silencio do breu da noite
Ao triste caminho sem rumo
Ando devagar, sem pressa, sem parar
Escondo o meu segredo
A revolta me seda a razão
O que faço não é mais poesia
É um grito da alma vazia
Que canto de cor
Como o sol que vem e vai
Aqui em meus versos
Nas rimas de minhas saudades
Que teima morar em meu peito
Ainda hoje feito amarras prende
Feito sonhos e fantasias, mas tudo em vão
Pois, enfeitei minhas noites com flores da solidão



kátia Pérola

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Suicídio lúcido


Vida nebulosa
Mulher desnudada
Assustada e apavorada
Visão que choca
Ré confessa julgada
Sem defesa própria
Fragilizada e humilhada
Entre um conflito familiar
Vitima de si mesma
Hoje no peito carrega
Coração vazio e gelado
Pelo passar dos anos
Da imensa dor que sentiu
O seu próprio sangue
Castigando duramente
A lhe mal tratar
Sentada a janela
Perdida e só em
Seus pensamentos
Poderia seguir adiante
Enfrentar os problemas
Deixar a todos
Procurar novo caminho
Reconstruir a vida
Mas perdeu todos os sonhos
Dentro de si mesma
Vem o ar frio e gelado
Sopra-lhe o rosto
Mas prefere fingir
Que não o sente
Devagar se levanta
Fechando a janela
Puxando acortina
Caminha até sua cama
No ambiente sombrio
Como cenas um filme
Revê e revive
Toda sua vida de luta
Para não cometer
Nenhum deslize
Cada dia, horas
Segundos e minutos
De seu passado
E chega a conclusão
Que não mais quer viver
Não sente ansiedade
Ao que vai fazer
Apenas quer deixar
A cada um deles
A última lição
Atordoada e vencida
Deita-se em forma de feto
Horas fica assim
A gaveta do criado
Ela abre e apanha
Todos os medicamentos
Engole todos, um a um
Rapidamente, fecha os olhos
Só faltam alguns segundos agora
Com certeza estará morta
Antes de eles chegarem
E realiza seu ultimo desejo
Mentalmente lúcida.






Kátia Pérola

Verniz de ébano


Vozes de ébano

Em liberdade
Seio da áfrica
Chão sem maldade

Sorriso de prata
Dentes de marfim
Em rosto de ébano
Alegria sem fim

Virgem da noite

Na prata do luar
Vivendo liberdades
Sem tristeza a sonhar

Eis que de repente

O intruso aprece
Trazendo tristezas
E o céu se escurece

Se tornando cinzento

Ao ver tamanha dor
Ao ver atrocidades
Maldades e dissabor

Os filhos de ébano

Perdem a liberdade
Pranteiam a África
Terra da saudade
Por brancos ambiciosos

Levados a prisioneiros
Transportado a ferro
Em navios negreiros

Choram filhos de ébano

Morrem de banzos ou saudades
Perderam entes queridos
Perderam a liberdade

Filhos de ébano pardos ou negros

Pelos brancos escravizados
Trabalhando a chicote e ferro
Sem liberdade aprisionada

Presos em suas senzalas

Cantam melodias de dor
Com canto triste brejeiro
Meu coração trespassa de dor

Negros de almas brancas
Servindo brancos de almas negras
Em caminhos tão diferentes
Nessa luta traiçoeira.







Kátia Pérola