terça-feira, 1 de junho de 2010

Vidas.






Complexas e reflexivas
Comandamos ou somos comandados.
Por vezes somos contrariados.
Nos argumentos e modo de agir.
...
Vidas. Não sei definir.
Nem mesmo, dias sentir.
O que preciso fazer.
Para melhor viver
..
Quero ser fiel a meus princípios.
E me desespero! Sacrifícios.
Medo de ir em frente.
...
Define-se e se confunde.
Vida é momento de saudade
Mas a saudade resultado da vida



Kátia Pérola

Depois da meia noite.





O tempo não se pode contar.
Nos momentos de eu te amar
Harmonizar-me através de você.
Instruir-me neste corpo e amar
...
A noite como uma forma prescrita
Que a tenho aqui junto aconchegar
Amor tão lindo e bem explicito.
Em você tanto acredito.
...
No espaço que não se sobra
Agora nesta hora.
Na espera, uma bela forma.
...
Já é dia e precisamos.
Nem mesmo nos ir.
Aqui tudo de bom a sentir.


Kátia Pérola

Entrelaçados.





Que palavras são assim.
Letras talvez a pensar.
Alegrar o pensamento.
De assim entrelaçar.
..
Transmitir sensações.
Ao meio delas as emoções
O tremendo chegar.
Que nós sabemos bem explorar

Da palavra a sair e voar
Pernas e braços entrelaçarem
E nos vê assim sumir.

Um momento de ternura e sensação.
Em lagrimas a molhar.
Os espaços a se contrair


Kátia Pérola

A face oculta.






Censurada.
Isto até parece, facultada.
Seu aparecimento de modo normal.
Sensata e muito usual.
...
No surgir de mais uma noite
O camuflar da luz, ai mais se faz.
Oculta e insensata.
Fuga sempre imediata.
...
São faces, são rostos!
Seres andantes.
Com certeza! Na vida confiante.
...
São expressões ultrajadas
Por jamais serem mencionadas
E você! Busca compensada.



Kátia Pérola

A dor que estilhaça o corpo e mata a alma.






Nossas almas. Nossas vidas.
Nossos corpos. Nossa passagem.
Almas que são complementos.
Vidas a existência.


Nossos corpos em essência.
Dignidade e performance
Chegamos ao ápice de encantamento
E no fim o sofrimento.


Nossas almas, a dor que estilhaça
Que ao corpo ultrapassa.
Corpos, Almas unidos em paixão.


Nossos corpos! Nossas almas.
Nossos momentos. Matarmos jamais.
Não há morte. Há sempre o renascer



Kátia Pérola

Aprendendo a espionar !








Das maravilhas a se encontrar.
Temos que assim bisbilhotar
Campos magnéticos se fundir.
Nossa cuca até implodir.


Diz-me agora sem titubear
A Faculdade deve se enfrentar
Até mesmo a alguém perguntar.
Da vaidade intima desbancar.


Se! A si se espionam!
As diretrizes se combinam.
Com os x a colocar.


As formas de se expressar.
Letras são comunicações.
Dos poetas nunca acreditar.


Kátia Pérola

CANTIGA ALEGRE PARA A POETISA KATIA PEROLA






Contam as legendas antigas que uma
Fadinha morre n’algum ponto do universo
Se você diz que elas não existem.As flores
Murcham –se você não acredita que elas

Sejam borboletas que ainda não nasceram.
Portanto feche os olhos e pense com carinho
Nas fadinhas, nas flores e nas borboletas.

Hoje a poesia deve pensar com carinho
Na poetisa Kátia Perola como ela fosse
Uma fadinha, uma flor ou uma borboleta,
Apesar de seja uma falena fazendo
Versos nos espaços da vida.

Dia desses ela será uma crisálida

Para retornar transformada na mais
Saudável poetisa do maravilhoso
Mundo virtual onde encanta com
Suas filigranas, como as borboletas
As fadinhas e as falenas de todos
Os jardins dos sonhos e das alegrias.

SSPóvoa
Publicado no Recanto das Letras em 28/07/2009
Código do texto: T1723831