domingo, 20 de setembro de 2009

Pecado


Quem dera
Meu doce menino
Em noites sem lua
Aprender com você
A arte de amar!


Kátia Pérola

Quando chegam as flores


Hoje o sol espantou o frio
Que teimava em permanecer
Até que chegue a primavera
Encomendei o pôr do sol
As rosas dançantes
Num vôo perfumado
No ar o perfume exala
Num calmo paraíso
Nesta efusão de cores e emoção
Sua companhia é doce melodia.



Kátia Pérola

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Pétalas


Borboleta viajante
Momento em movimento
Espalhada no vento
Em círculos
Em vôos rasantes
Abraça as pétalas e dorme.



Kátia Pérola

Um sopro no universo


Menina poeta
Sua poesia é doçura
Que encanta o coração
Você é prata é ouro
Brilhante tesouro
Que fulgura a todo instante
Tão natural tão simples
São tantos os versos seus
Tão verdadeiros tão espontâneos
Cobrem de palavras as páginas brancas
Como o colorido do arco-íris
Para matar a sede, sem direção
Colocando á mostra
A pura essência do amor
Numa integração jamais vista
Com a ânsia de amar envolve
Abraça e contamina
Todo o universo.


Kátia pérola

sábado, 12 de setembro de 2009

Perdida no tempo


Num espaço mágico escuro
Aquela noite olhou comovida
Em momento de rara ternura
A saudade escorreu dos olhos
A alma se sentiu nua
Perdeu-se no tempo
No silencio mudo, permaneceu
Pirilampos fluorescentes brincavam apaixonados
Veio a saudade, e ela
Sentindo na leve brisa, infiltrado
O perfume de lírio e jasmim adocicado
Cavalgou pela noite escura
Reviveu a fantasia de amor.


Kátia Pérola

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Sentidos


Neste sete de setembro
Ouço gritos
Roubas os sentidos
Nada mais comovente
Onde o passado
Convive com o presente
Cheio de sonhos para o futuro
Cai a ficha de repente
Pena! Quanto engano!
De mãos livres e mentes presas
Ainda se vive...
Em uma prisão perpétua
Em plena liberdade.


kátia Pérola

sábado, 18 de julho de 2009

Crisálida





E no jardim repleto de flores multicoloridas
A exalar um aroma suave e variável
Quase inebriante
Repleto de uma pureza
Que toca o fundo da alma
Eu, poeta perdida
Em metamorfose de lagarta
Quero tempo para virar borboleta
Nas manhãs desvendando segredos
Atraindo a ternura
Beber das flores o perfume
Escrevendo nos beijos de cada palavra
De carinho doçuras versadas
A natureza tem me encantado.




Kátia Pérola